Conflito público entre a primeira-dama e o pastor Silas Malafaia coloca em evidência a estratégia do PT para dialogar com o eleitorado religioso.
O recente embate público entre a primeira-dama Janja e o pastor Silas Malafaia evidenciou a atuação de grupos de mulheres evangélicas alinhadas ao Partido dos Trabalhadores. Esse segmento tem buscado ocupar espaços de diálogo para tentar reduzir a resistência histórica do eleitorado religioso ao lulismo, atuando como uma ponte entre a esquerda e as igrejas. A troca de farpas entre a primeira-dama e uma das figuras mais influentes do conservadorismo brasileiro ilustra a polarização política que atravessa o campo religioso no país. Para o governo, a articulação dessas lideranças femininas progressistas é vista como uma estratégia essencial para ampliar a base de apoio e mitigar o desgaste ideológico com as denominações evangélicas, que permanecem majoritariamente alinhadas a pautas conservadoras e à oposição.
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