Análise histórica revela como governantes brasileiros utilizam o futebol e a imagem de ídolos do esporte como ferramenta de propaganda política.
A relação entre futebol e política no Brasil possui um histórico de longa data, servindo como plataforma para a construção de imagem e propaganda por diferentes governantes. Desde o uso ufanista da seleção durante a ditadura militar até o cenário eleitoral contemporâneo, o esporte é frequentemente utilizado para aproximar figuras políticas de ídolos populares. Recentemente, o Partido Liberal recorreu a ferramentas de inteligência artificial para vincular a imagem do jogador Neymar ao senador Flávio Bolsonaro, enquanto o presidente Lula comentou publicamente a ausência de grandes ídolos na equipe nacional. Essa prática ganha força especial em anos de Copa do Mundo, que, desde 1994, coincidem com o calendário eleitoral brasileiro, transformando o desempenho e a representação da seleção em um campo de disputa simbólica e estratégica para o poder.
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