Agência francesa acusa empresa israelense de interferência na Escócia
A Viginum aponta que a BlackCore utilizou contas falsas para desestabilizar o primeiro-ministro escocês John Swinney e o SNP.
Pontos principais
- A agência de cibersegurança francesa Viginum identificou operações de desinformação da BlackCore contra o governo escocês.
- O primeiro-ministro John Swinney e o Partido Nacional Escocês (SNP) foram alvos diretos em quatro ocasiões neste ano.
- A investigação associa a mesma empresa a atividades similares de interferência política na França e em Nova York.
- A operação utilizou redes de perfis falsos em plataformas digitais para manipular o debate público.
- O governo francês formalizou as acusações como parte de uma estratégia nacional para combater a interferência estrangeira.
A agência de cibersegurança francesa Viginum acusou a empresa israelense BlackCore de orquestrar campanhas de desinformação voltadas a desestabilizar o cenário político na Escócia. Segundo o relatório, a firma utilizou uma rede de contas falsas em redes sociais para atacar o primeiro-ministro John Swinney e o Partido Nacional Escocês (SNP) em pelo menos quatro episódios distintos ao longo de 2025. As táticas empregadas visavam manipular a opinião pública e fragilizar figuras de liderança local.
Além do caso escocês, a investigação francesa aponta que a BlackCore teria expandido suas operações para outros contextos internacionais, incluindo atividades de interferência registradas na França e em Nova York. A formalização das acusações pelo governo francês sublinha a crescente preocupação global com o uso de empresas privadas para conduzir operações de influência estrangeira, destacando a necessidade de maior vigilância sobre a integridade dos processos democráticos em diferentes países.
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