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Agência francesa acusa empresa israelense de interferência na Escócia

A Viginum aponta que a BlackCore utilizou contas falsas para desestabilizar o primeiro-ministro escocês John Swinney e o SNP.

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Foto: The Guardian World
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12/06 às 11:02

Pontos principais

  • A agência de cibersegurança francesa Viginum identificou operações de desinformação da BlackCore contra o governo escocês.
  • O primeiro-ministro John Swinney e o Partido Nacional Escocês (SNP) foram alvos diretos em quatro ocasiões neste ano.
  • A investigação associa a mesma empresa a atividades similares de interferência política na França e em Nova York.
  • A operação utilizou redes de perfis falsos em plataformas digitais para manipular o debate público.
  • O governo francês formalizou as acusações como parte de uma estratégia nacional para combater a interferência estrangeira.

A agência de cibersegurança francesa Viginum acusou a empresa israelense BlackCore de orquestrar campanhas de desinformação voltadas a desestabilizar o cenário político na Escócia. Segundo o relatório, a firma utilizou uma rede de contas falsas em redes sociais para atacar o primeiro-ministro John Swinney e o Partido Nacional Escocês (SNP) em pelo menos quatro episódios distintos ao longo de 2025. As táticas empregadas visavam manipular a opinião pública e fragilizar figuras de liderança local.

Além do caso escocês, a investigação francesa aponta que a BlackCore teria expandido suas operações para outros contextos internacionais, incluindo atividades de interferência registradas na França e em Nova York. A formalização das acusações pelo governo francês sublinha a crescente preocupação global com o uso de empresas privadas para conduzir operações de influência estrangeira, destacando a necessidade de maior vigilância sobre a integridade dos processos democráticos em diferentes países.

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