Uso de baterias pode destravar R$ 57 bilhões no setor elétrico
Levantamento da Deloitte aponta que sistemas de armazenamento são essenciais para viabilizar investimentos bilionários no setor elétrico brasileiro.
Pontos principais
- O armazenamento de energia é fundamental para gerenciar a intermitência de fontes renováveis como solar e eólica.
- A capacidade de micro e minigeração distribuída no Brasil deve alcançar 69 GW até 2030.
- Sistemas de baterias (BESS) aumentam a flexibilidade e a estabilidade do Sistema Interligado Nacional (SIN).
- A falta de um marco regulatório claro e de modelos de remuneração específicos são os principais entraves atuais.
O setor elétrico brasileiro possui potencial para atrair mais de R$ 57 bilhões em investimentos na próxima década por meio da implementação de sistemas de armazenamento de energia. Segundo relatório da Deloitte, a adoção de baterias, conhecidas como BESS, é estratégica para integrar a crescente oferta de fontes renováveis, como a solar e a eólica, ao Sistema Interligado Nacional (SIN). Com a expectativa de que a micro e minigeração distribuída atinja 69 GW até 2030, a tecnologia de armazenamento torna-se indispensável para garantir a estabilidade e a flexibilidade operacional da rede. Contudo, especialistas apontam que a expansão do setor depende da criação de um marco regulatório robusto e do desenvolvimento de mercados de serviços ancilares, que permitam modelos de remuneração claros para os investidores interessados na infraestrutura energética do país.
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