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Startup de IA Prometheus levanta US$ 12 bilhões em rodada Série B

Com valuation de US$ 41 bilhões, a Prometheus foca em engenharia artificial para tarefas físicas e design de medicamentos sob a liderança de Jeff Bezos.

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Foto: WSJ Tech
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11/06 às 11:33 · atualizado há 1m

Pontos principais

  • A rodada Série B captou US$ 12 bilhões, elevando o valuation da Prometheus para US$ 41 bilhões.
  • Jeff Bezos retornou ao cargo de CEO para liderar pessoalmente a estratégia da companhia.
  • A startup desenvolve um 'engenheiro artificial' voltado para manufatura, robótica, aeroespacial e design de medicamentos.
  • O foco da empresa é resolver desafios complexos de engenharia na economia real, diferenciando-se de modelos de texto e imagem.
  • Bezos refutou previsões de desemprego em massa, defendendo que a tecnologia inaugurará uma 'era de ouro' para a produtividade global.
  • O aporte sucede uma rodada Série A de US$ 6,2 bilhões, consolidando o interesse do mercado em automação avançada.
  • Bezos mantém suas atividades na Blue Origin enquanto acumula a gestão da Prometheus ao lado do cofundador Vik Bajaj.

A Prometheus, startup focada em inteligência artificial para a execução de tarefas físicas, concluiu uma rodada de investimentos Série B de US$ 12 bilhões. O aporte eleva o valuation da companhia para US$ 41 bilhões, reforçando o interesse estratégico em soluções que extrapolam o ambiente digital para a automação industrial. A empresa, liderada pelo CEO Jeff Bezos e pelo cofundador Vik Bajaj, tem como objetivo central o desenvolvimento de um 'engenheiro artificial geral' capaz de projetar produtos complexos de forma autônoma. Além da robótica e aeroespacial, a companhia expandiu seu escopo para a aplicação de IA em processos de design de medicamentos, visando solucionar desafios críticos na economia real.

Este financiamento, que segue uma rodada Série A de US$ 6,2 bilhões, marca um passo importante para a robótica de próxima geração. Em declarações recentes, Bezos apresentou uma visão otimista sobre o setor, refutando preocupações de que a IA causará desemprego em massa. O empresário defende que a tecnologia será um motor de transformação econômica, inaugurando uma nova 'era de ouro' para a produtividade global. Mesmo dedicando-se pessoalmente à Prometheus, Bezos mantém suas outras atividades empresariais, como a Blue Origin, consolidando a nova startup como um dos principais players no desenvolvimento de sistemas de automação de alta complexidade.

Fontes primárias

Jeff Bezos e Vik Bajaj (via CNBC)

Entrevista exclusiva de Jeff Bezos e Vik Bajaj à CNBC anunciando a Série B da Prometheus

Na primeira aparição pública conjunta dos co-CEOs, direto da sede da Prometheus em San Francisco, Bezos e Bajaj anunciam rodada Série B de US$ 12 bilhões a um valuation de US$ 41 bilhões — a empresa havia sido lançada em novembro de 2025 com US$ 6,2 bilhões. Bezos diz que participou da nova rodada e que grande parte do capital vai para compute: "o que estamos fazendo é muito intensivo em computação e precisamos criar esses dados". A Prometheus constrói um "artificial general engineer" — ferramentas de IA para projetar e fabricar produtos físicos (engenharia, manufatura e design de medicamentos), sem relação com robótica: "é um sonho antigo... nunca foi realmente possível. Mas agora é, e é nisso que trabalhamos desde o fim de 2024". A equipe tem cerca de 150 pessoas em San Francisco, Londres e Zurique, e a empresa é independente da Amazon e da Blue Origin, embora Bezos diga ser "fácil imaginar" a Prometheus como cliente da AWS. Ainda é "prematuro" revelar o que já foi construído, "mas é realmente notável".

Axios (declarações de Bezos e Bajaj)

Prometheus, Jeff Bezos' AI startup, is now worth $41 billion

Em declarações ao Axios no anúncio da rodada, Bezos detalha a tese: "se você pedir a um fabricante de turbinas o mesmo motor com 10% mais empuxo, pode ser um programa de 10 anos... estamos construindo ferramentas que permitem aos engenheiros comprimir esse ciclo e tornar o loop sonho-construção 10 vezes mais rápido ou mais". Os investidores da Série B de US$ 12 bilhões incluem JPMorgan, BlackRock, Goldman Sachs, DST Global e Arch Venture Partners, além do próprio Bezos, que foi o maior investidor da Série A de US$ 6,2 bilhões. A empresa (que abandonou o "Project" do nome) usa IA para otimizar processos de pré-produção como prototipagem, não robótica nem automação de fábricas. Bezos e Bajaj insistem que, se funcionar, o resultado será mais engenheiros humanos, não menos. Recusaram-se a comentar a captação reportada de US$ 100 bilhões para uma holding afiliada que compraria indústrias legadas, e não revelam como os modelos são treinados nem cronograma de produto.

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