Inep nega mudança em critérios do Enem e estuda uso de IA
O Inep descartou alterações na correção da redação do Enem e avalia implementar inteligência artificial para agilizar a divulgação dos resultados.
Pontos principais
- O Inep manteve a matriz de referência para correção da redação utilizada desde 2009.
- O órgão intensificou o rigor contra redações padronizadas e modelos pré-fabricados.
- Estudos estão em curso para utilizar inteligência artificial na avaliação das provas.
- Representantes estudantis solicitaram maior transparência e cautela na adoção de novas tecnologias.
- Foi debatida a criação de mecanismos mais acessíveis para a contestação formal das notas.
Durante audiência na Câmara dos Deputados, o Inep negou qualquer alteração nos critérios de correção da redação do Enem, reafirmando a manutenção da matriz de referência estabelecida em 2009. O órgão destacou, contudo, um aumento no rigor para identificar e penalizar redações que utilizam modelos pré-fabricados, visando garantir a autenticidade do desempenho dos candidatos. Paralelamente, o instituto confirmou que estuda a implementação de ferramentas de inteligência artificial para otimizar o processo de correção e acelerar a divulgação das notas e da folha espelho. A proposta gerou debates entre representantes estudantis, que pediram cautela para evitar vícios na avaliação automatizada e defenderam a criação de canais mais simples e transparentes para que os estudantes possam contestar suas notas formalmente.
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