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Papa Leão XIV celebra conclusão da Sagrada Família em Barcelona

O Papa Leão XIV presidiu a missa de inauguração da Sagrada Família, agora a igreja mais alta do mundo, em meio a celebrações oficiais e tensões locais.

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Foto: G1 Mundo
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10/06 às 03:32 · atualizado 15:03

Pontos principais

  • A conclusão da Torre de Jesus Cristo, com 172,5 metros, torna a Sagrada Família a igreja mais alta do mundo.
  • O Papa Leão XIV presidiu a missa de inauguração com a presença do rei Felipe VI, da rainha Letízia e do premiê Pedro Sanchez.
  • A visita integra uma turnê de uma semana do pontífice pela Espanha, incluindo discursos no parlamento e encontros com fiéis.
  • O projeto, iniciado em 1882, tem previsão de conclusão total para 2032 após 144 anos de obras.
  • Moradores da região expressam preocupação com a possível demolição de residências para a finalização do complexo.
  • Especialistas e críticos debatem a fidelidade das etapas atuais da construção em relação aos planos originais de Gaudí.
  • Autoridades locais enfrentam o desafio de equilibrar a preservação do patrimônio histórico com os direitos habitacionais.

O Papa Leão XIV celebrou nesta quarta-feira uma missa solene na Sagrada Família, em Barcelona, para abençoar a Torre de Jesus Cristo. Com 172,5 metros de altura, a estrutura consolida o templo como a igreja mais alta do mundo. A cerimônia de inauguração contou com a presença de autoridades espanholas, incluindo o rei Felipe VI, a rainha Letízia e o primeiro-ministro Pedro Sanchez, marcando o centenário da morte do arquiteto Antoni Gaudí. A visita do pontífice faz parte de uma turnê de uma semana pela Espanha, que incluiu discursos no parlamento e encontros com fiéis.

A obra, iniciada em 1882, atravessou 144 anos de desafios, incluindo a perda de documentos históricos e diversas adaptações. Esse longo processo tem gerado debates entre especialistas sobre a fidelidade do projeto atual às intenções originais de Gaudí. Embora o evento reforce a importância cultural e espiritual da construção, a finalização do projeto reacendeu tensões sociais significativas na capital catalã.

Moradores da região vizinha à basílica temem que o avanço das obras exija a desapropriação e demolição de suas residências, gerando um impasse entre a preservação do patrimônio e os direitos habitacionais. Enquanto o Vaticano celebra a conexão entre a fé e a monumentalidade arquitetônica, autoridades locais enfrentam pressão crescente para mediar o impacto social direto que a conclusão do complexo, prevista para 2032, impõe à comunidade local.

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