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Hong Kong acusa sete pessoas e duas empresas por incêndio fatal

Autoridades de Hong Kong indiciaram sete indivíduos e duas empresas por homicídio culposo, fraude e evasão fiscal após incêndio que deixou 168 mortos em novembro de 2025.

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Foto: NYTimes World
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10/06 às 05:31 · atualizado 14:04

Pontos principais

  • O incêndio no complexo Wang Fuk Court, em Tai Po, é o mais letal em Hong Kong nos últimos 70 anos.
  • Sete indivíduos e duas empresas respondem por 25 crimes, incluindo homicídio culposo, lavagem de dinheiro, fraude e evasão fiscal.
  • Investigações apontam que falhas nos sistemas de segurança e a presença de andaimes de bambu agravaram a propagação das chamas.
  • O processo judicial busca responsabilizar gestores e empresas pela negligência que resultou na tragédia de novembro de 2025.
  • As acusações formais foram apresentadas pelo Ministério Público após meses de investigação sobre as causas do incidente.
  • O caso é um dos processos judiciais de maior repercussão na história recente da região devido à magnitude das perdas humanas.

As autoridades de Hong Kong formalizaram acusações contra sete indivíduos e duas empresas em decorrência do incêndio no complexo residencial Wang Fuk Court, ocorrido em novembro de 2025. Com 168 mortes confirmadas, o incidente é classificado como o incêndio mais letal registrado na região nas últimas sete décadas. O grupo indiciado, que inclui representantes da consultoria e da empreiteira responsáveis pela obra, enfrenta 25 acusações criminais, que abrangem desde homicídio culposo até conspiração para fraudar, lavagem de dinheiro e evasão fiscal. Após meses de investigação detalhada, o Ministério Público local concluiu que falhas críticas nos sistemas de segurança e a instalação inadequada de andaimes de bambu foram fatores determinantes para a rápida propagação das chamas. A formalização das denúncias reflete a gravidade das negligências identificadas na gestão do canteiro de obras e na manutenção do edifício. O processo judicial em curso busca agora estabelecer a responsabilidade corporativa e individual pela tragédia, marcando um dos casos de maior repercussão jurídica na história recente de Hong Kong.

Fonte primária

Governo da RAE de Hong Kong (Polícia / ICAC)

Seven individuals and two companies charged by Police and ICAC with 25 offences of manslaughter, conspiracy to defraud, etc over Wang Fuk Court fire

A Polícia de Hong Kong e a ICAC (comissão anticorrupção), na maior força-tarefa conjunta de investigação dos últimos anos, acusaram formalmente sete pessoas e duas empresas de 25 crimes ligados ao incêndio do conjunto habitacional Wang Fuk Court, em Tai Po. As empresas são a Will Power Architects (consultoria do projeto de renovação) e a Prestige Construction & Engineering (empreiteira principal); entre os indivíduos estão diretores das duas firmas, além de familiares e um funcionário. A Polícia imputou 5 acusações de homicídio culposo (manslaughter) — contra Ho Kin-yip, Ng Yeuk, Wong Hap-yin e as duas empresas — por violação grave do dever de cuidado: uso de redes e lonas de proteção não retardantes de fogo, placas de espuma inflamável e aberturas de janelas nas rotas de fuga das escadas, o que comprometeu gravemente a segurança contra incêndio, acelerou a propagação do fogo e obstruiu a evacuação. A ICAC imputou 20 acusações: 3 de conspiração para fraudar (ocultação do histórico de litígios da Prestige e inflação de notas em licitação de contrato superior a HK$ 300 milhões, com supervisão fraudulenta em 86 projetos de manutenção predial entre ago/2023 e nov/2025), 5 de lavagem de dinheiro (mais de HK$ 40 milhões em supostos proventos de corrupção movimentados entre 2019 e 2025), 2 de tentativa de obstrução da justiça (ocultação de HK$ 600 mil em dinheiro após o anúncio da investigação em 27/11/2025) e 10 de evasão fiscal. Os réus comparecem aos West Kowloon Magistrates' Courts; próxima audiência marcada para 2 de setembro de 2026.

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