Fitch rebaixa rating da Aegea para B+ citando fragilidade financeira
A agência reduziu a nota de crédito da Aegea para B+, apontando alavancagem elevada, desafios operacionais e falhas de governança e contábeis.
Pontos principais
- A Fitch rebaixou o rating da Aegea de BB- para B+, mantendo a perspectiva estável.
- A decisão reflete preocupações com a desalavancagem lenta, altos custos de financiamento e falhas na governança.
- A empresa projeta um fluxo de caixa livre negativo de R$ 15,9 bilhões entre 2026 e 2028.
- Para preservar a disciplina de capital, a companhia desistiu de participar da privatização da Copasa.
A agência de classificação de risco Fitch rebaixou o rating da Aegea, empresa do setor de saneamento, de BB- para B+, mantendo a perspectiva estável. A decisão, comunicada nesta terça-feira (9), foi fundamentada pela fragilidade financeira do grupo, marcada por uma alavancagem elevada e pela expectativa de um fluxo de caixa livre negativo de R$ 15,9 bilhões entre 2026 e 2028. Além dos desafios operacionais e dos custos elevados de financiamento, a agência destacou preocupações crescentes com a qualidade das informações contábeis e as práticas de governança da companhia, fatores que pressionam a estrutura de capital e geram incertezas sobre a capacidade de alavancagem da empresa.
Em resposta ao cenário de pressão financeira e à necessidade de manter indicadores em patamares adequados, a Aegea optou por abandonar a disputa pela privatização da Copasa, priorizando a manutenção de sua disciplina de capital. O movimento reflete a cautela da empresa diante de um ambiente macroeconômico que exige maior rigor na gestão de passivos e transparência nos dados financeiros, em um momento em que a companhia enfrenta dificuldades para sustentar sua trajetória de crescimento frente às exigências do mercado.
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