O projeto chinês Qianfan, rival da Starlink, expandiu sua rede, mas enfrenta desafios sobre a viabilidade econômica e o ritmo de implementação.
A constelação chinesa Qianfan atingiu a marca de 201 satélites em órbita após um lançamento realizado a partir do Deserto de Gobi, utilizando o foguete Zhuque-2E. A iniciativa, que conta com o suporte de estatais como a China Mobile, busca estabelecer uma alternativa à Starlink, da SpaceX, no mercado global de internet via satélite. Entre as tecnologias testadas está a conexão direta para dispositivos móveis, um passo estratégico para a viabilidade comercial do serviço.
Apesar do avanço técnico, o projeto enfrenta ceticismo de especialistas quanto à sua viabilidade econômica a longo prazo. O setor de constelações de órbita baixa (LEO) exige investimentos massivos e uma escala operacional rápida para competir com players estabelecidos. A capacidade da China de acelerar o ritmo de lançamentos e reduzir custos operacionais será determinante para definir se a Qianfan conseguirá se consolidar como um competidor relevante no cenário internacional.
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