A expectativa de John Maynard Keynes de que a tecnologia reduziria a carga horária de trabalho para 15 horas semanais não se concretizou.
Em 1930, o economista John Maynard Keynes projetou que, em um século, o progresso tecnológico permitiria que a humanidade reduzisse sua jornada de trabalho para apenas 15 horas semanais. A teoria baseava-se na premissa de que o aumento da produtividade resolveria o problema da escassez, permitindo que o foco da sociedade migrasse do trabalho para o lazer. Contudo, a realidade moderna seguiu um caminho distinto, onde o crescimento econômico foi absorvido pela expansão do consumo e pela criação constante de novas necessidades sociais. Em vez de optar por mais tempo livre, a estrutura do mercado de trabalho e as pressões por manutenção do padrão de vida mantiveram as jornadas extensas. A falha da previsão ilustra como a economia priorizou a produção de bens e serviços sobre a redução do tempo de trabalho, mantendo o ritmo laboral elevado.
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