O Ministério Público da Bahia monitora gastos com festas juninas, gerando conflitos com artistas e questionamentos sobre a transparência dos contratos.
A atuação do Ministério Público da Bahia para conter o aumento dos cachês em festas juninas tem provocado um embate entre órgãos fiscalizadores e a classe artística. A medida, que busca limitar os reajustes ao índice do IPCA, visa garantir o uso responsável do dinheiro público pelas prefeituras. O cenário de tensão escalou após o cancelamento de shows do cantor Flávio José, que teve seu contrato questionado pelas autoridades. Além da limitação de valores, a iniciativa do MP expõe uma crise de transparência, com denúncias de que grandes nomes do cenário nacional, como Wesley Safadão e Gusttavo Lima, não possuem seus contratos devidamente detalhados nas planilhas públicas. A classe artística, por sua vez, critica a desigualdade nos pagamentos, destacando a disparidade entre o forró tradicional e outros gêneros musicais que dominam os palcos do estado.
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