O jornalista aponta paralelos entre a euforia atual com inteligência artificial e o cenário econômico que antecedeu a crise de 1929.
Em entrevista sobre a edição brasileira de seu livro '1929 – Por dentro da maior crise da história de Wall Street', o jornalista Andrew Ross Sorkin alertou para a crescente periculosidade dos mercados financeiros globais. Segundo o autor, a euforia em torno das empresas de tecnologia e o desenvolvimento acelerado de inteligência artificial criaram um ambiente de concentração de capital que remete ao cenário pré-crise de 1929. Embora reconheça que bolhas podem ser subprodutos de inovações disruptivas, Sorkin enfatiza que a ausência de um ceticismo rigoroso e de uma regulação eficiente eleva o risco sistêmico. Para o jornalista, o papel da imprensa é fundamental para questionar a exuberância irracional dos investidores, servindo como um contraponto necessário em momentos de otimismo excessivo que podem obscurecer vulnerabilidades estruturais na economia global.
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