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Sherpa é resgatado com vida após seis dias desaparecido no Everest

Dawa Sherpa, guia de 57 anos, sobreviveu seis dias na zona da morte do Everest. Família aponta falhas na segurança e negligência no resgate.

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Foto: NYTimes World
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05/06 às 06:31 · atualizado há 1m

Pontos principais

  • Dawa Sherpa foi localizado por uma equipe de limpeza enquanto rastejava em direção ao Acampamento Base.
  • O guia sobreviveu seis dias em condições extremas consumindo apenas chocolate e gelo.
  • O alpinista foi levado ao Hospital HAMS, em Katmandu, com sinais de congelamento, mas consciente.
  • A operação de resgate foi coordenada pela empresa 8K Expeditions.
  • A família de Dawa alega que houve falhas na coordenação e que mais esforços poderiam ter sido feitos para localizá-lo mais cedo.
  • O caso reacendeu o debate sobre a segurança e a responsabilidade das operadoras de expedições no Monte Everest.
  • A temporada de escalada no Everest já registrou cinco mortes em meio ao alto volume de visitantes.

O guia nepalês Dawa Sherpa, de 57 anos, foi resgatado com vida após passar seis dias desaparecido na zona da morte do Monte Everest, a 7,5 mil metros de altitude. A sobrevivência em condições extremas foi possível graças ao consumo de chocolate e gelo, permitindo que o guia resistisse até ser localizado por uma equipe de limpeza enquanto tentava retornar ao Acampamento Base. Embora tenha sido prontamente transferido para o Hospital HAMS, em Katmandu, com sinais de congelamento, o desfecho do caso gerou tensões entre os familiares do guia e a operadora responsável pela expedição.

Após o resgate, a família de Dawa denunciou o que classificou como negligência, alegando que houve falhas na coordenação e que esforços adicionais poderiam ter sido realizados para encontrá-lo mais cedo. O episódio, que especialistas classificaram como um milagre de sobrevivência, ocorre em uma temporada marcada por um fluxo intenso de escaladores e pelo registro de cinco mortes na montanha. A controvérsia sobre a condução das buscas trouxe à tona debates críticos sobre os protocolos de segurança e a responsabilidade das empresas de turismo de aventura em cenários de alto risco.

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