O spread médio das debêntures caiu para 1% em maio, refletindo um alívio pontual no mercado de crédito privado após meses de volatilidade.
O mercado de crédito privado brasileiro apresentou sinais de estabilização em maio, com os prêmios de risco das debêntures recuando após um período de forte pressão. O spread médio, que havia atingido 1,12% em abril, fechou o mês em 1%. Apesar do alívio, os patamares permanecem elevados, influenciados por um cenário de incertezas globais, pressões inflacionárias e a cautela do Banco Central na condução da taxa Selic. A instabilidade recente foi agravada por temores relacionados a processos de recuperação judicial de empresas, o que levou a uma retração significativa na atividade do setor. De acordo com dados do Bradesco BBI, o volume de novas emissões de debêntures caiu 33% em maio frente a abril. A recuperação dos spreads ocorre de forma assimétrica, sendo mais lenta nos títulos atrelados ao IPCA, que possuem maior sensibilidade a oscilações de longo prazo em comparação aos papéis indexados ao CDI.
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