Setor privado da zona do euro contrai em maio com alta da inflação
O PMI Composto caiu para 48,5, sinalizando contração econômica e elevando o risco de recessão técnica no bloco europeu.
Pontos principais
- O PMI Composto da zona do euro atingiu 48,5 em maio, marcando o segundo mês consecutivo de retração.
- A inflação anual alcançou 3,2%, superando a meta de 2% estabelecida pelo Banco Central Europeu.
- Custos de insumos atingiram o maior nível em três anos e meio, pressionados pelos preços de combustíveis.
- Alemanha e França apresentam os piores desempenhos econômicos, enquanto Itália e Espanha registram crescimento marginal.
A economia da zona do euro enfrenta um cenário de deterioração, com o setor privado registrando contração pelo segundo mês consecutivo em maio. O PMI Composto, que mede a atividade empresarial, recuou para 48,5, refletindo uma queda acentuada na demanda por bens e serviços. Esse movimento é impulsionado por uma inflação persistente de 3,2%, que supera significativamente a meta de 2% do Banco Central Europeu, pressionada pelo aumento dos custos de insumos e pela instabilidade nos preços de combustíveis decorrente da guerra no Oriente Médio. A fragilidade econômica é liderada pela queda na atividade da Alemanha e da França, as duas maiores economias do bloco. O cenário levanta preocupações sobre uma possível recessão técnica no segundo trimestre, forçando o mercado a monitorar de perto os próximos passos da política monetária europeia diante da estagnação produtiva e da pressão inflacionária.
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