Governador do Colorado veta lei que proibia precificação por vigilância
Jared Polis barrou projeto que impediria empresas de usar dados de vigilância para definir preços de bens e salários no estado.
Pontos principais
- O projeto vetado era considerado a medida mais rigorosa dos EUA contra a precificação algorítmica.
- A proposta visava impedir que empresas utilizassem dados de vigilância para estipular valores de mercado e remunerações.
- Defensores do consumidor criticaram o veto, alegando que a decisão favorece grandes corporações.
- A decisão do Colorado contrasta com movimentos de outros estados, como Maryland, que aprovaram restrições ao uso de dados em preços.
O governador do Colorado, Jared Polis, vetou um projeto de lei que buscava proibir o uso de precificação por vigilância em bens de consumo e salários. A proposta, que seria a legislação mais restritiva dos Estados Unidos sobre o tema, visava impedir que empresas utilizassem dados coletados de consumidores para manipular preços de forma algorítmica. O veto gerou críticas imediatas de grupos de defesa do consumidor, que acusaram o governo estadual de priorizar os interesses de grandes corporações em detrimento da privacidade e da justiça econômica. Enquanto o Colorado mantém a prática permitida, outros estados americanos têm avançado com regulações próprias, como Maryland, que recentemente aprovou uma lei focada em restringir o uso de dados de vigilância na precificação de produtos em supermercados. O debate reflete a crescente preocupação nacional sobre o uso de algoritmos na definição de custos e salários.
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