Itaú recomenda diversificação em renda fixa fora do dólar
O banco sugere alocação em títulos globais não dolarizados para proteger carteiras offshore contra a volatilidade da economia dos EUA.
Pontos principais
- O private internacional do Itaú passou a recomendar papéis de renda fixa em moedas estrangeiras pela primeira vez em anos.
- A estratégia visa mitigar riscos diante das incertezas econômicas nos Estados Unidos.
- A recomendação de alocação varia entre 5% e 38% dos recursos offshore, dependendo do perfil de risco do investidor.
- O banco ressalta que taxas de juros na Europa e Ásia atingiram patamares que não eram observados desde o final da década de 90.
- Cerca de metade do mercado global de renda fixa, avaliado em US$ 150 trilhões, é composto por ativos não denominados em dólar.
O Itaú alterou sua estratégia para investimentos offshore, recomendando que clientes diversifiquem suas carteiras com títulos de renda fixa não denominados em dólar. A medida busca proteger o patrimônio da volatilidade da moeda americana e das incertezas que rondam a economia dos Estados Unidos. Segundo o banco, o cenário atual oferece oportunidades raras, com taxas de juros na Europa e na Ásia em níveis não vistos desde o final da década de 90. A recomendação de alocação, que pode chegar a 38% dos recursos offshore dependendo do perfil do investidor, destaca a importância de acessar o mercado global de renda fixa, onde aproximadamente metade dos US$ 150 trilhões em ativos não está atrelada ao dólar. A iniciativa marca uma mudança relevante na gestão de portfólios internacionais da instituição.
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