Medo de deportação afasta grávidas haitianas de hospitais na República Dominicana
Ações de imigração em hospitais dominicanos levam mulheres haitianas a realizar partos em condições precárias por receio de serem detidas.
Pontos principais
- Agentes de imigração da República Dominicana realizam detenções de migrantes dentro de unidades de saúde.
- O receio de deportação impede que gestantes haitianas busquem acompanhamento médico pré-natal e hospitalar.
- Partos estão sendo realizados em locais insalubres, elevando os riscos de complicações para mães e recém-nascidos.
- Organizações de direitos humanos criticam a medida e alertam para a crise humanitária decorrente da política migratória.
A intensificação das políticas migratórias na República Dominicana tem gerado graves consequências humanitárias para a população haitiana. Relatos indicam que agentes de imigração estão realizando operações de detenção dentro de hospitais, o que provocou um movimento de afastamento das gestantes haitianas dos serviços de saúde pública. Por medo de serem deportadas, muitas mulheres estão optando por realizar partos em condições precárias e sem qualquer supervisão médica, aumentando drasticamente os riscos de mortalidade materna e neonatal. Essa situação reflete a escalada das tensões migratórias entre os dois países vizinhos, que compartilham a ilha de Hispaniola. A prática tem sido alvo de críticas severas por parte de organizações internacionais de direitos humanos, que alertam para a violação do acesso básico à saúde e a vulnerabilidade extrema a que essas mulheres e seus filhos estão sendo submetidos no atual cenário de repressão migratória.
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