Mercado de trabalho do Reino Unido registra maior queda de vagas desde 2020
A taxa de desemprego subiu para 5% e o número de vagas atingiu o menor nível em cinco anos, sob impacto da guerra no Irã e da incerteza econômica.
Pontos principais
- A taxa de desemprego britânica atingiu 5% no trimestre encerrado em março, superando expectativas.
- O número de vagas abertas no mercado de trabalho britânico caiu para o menor patamar em cinco anos.
- O Reino Unido registrou em abril o maior volume de cortes de vagas desde o início da pandemia.
- O crescimento dos salários desacelerou para 3,4%, pressionado pela inflação de custos.
- A guerra no Irã elevou os preços globais de energia, impactando as margens de lucro das empresas.
- A instabilidade geopolítica no Oriente Médio é apontada como o principal fator para a retração nas contratações.
- A chanceler Rachel Reeves enfrenta dificuldades para manter o otimismo diante da fragilidade do mercado laboral.
O mercado de trabalho britânico enfrenta seu momento mais crítico desde o início da pandemia, com a taxa de desemprego subindo inesperadamente para 5% no trimestre encerrado em março de 2026. Dados do Office for National Statistics (ONS) confirmam que o crescimento salarial desacelerou para 3,4%, enquanto o volume de vagas abertas atingiu o nível mais baixo em cinco anos. Esse cenário é um reflexo direto da pressão econômica causada pela guerra no Irã, que tem impulsionado os preços globais de energia e elevado os custos operacionais, minando a confiança do setor empresarial no Reino Unido.
A persistência desse conflito geopolítico forçou as empresas a adotarem uma postura de cautela, resultando no maior volume de cortes de vagas desde 2020 e em um esfriamento significativo no ritmo de novas contratações. Para o governo, a situação representa um desafio robusto, frustrando as expectativas de uma retomada econômica rápida e colocando a chanceler Rachel Reeves sob pressão para mitigar os impactos sobre as famílias britânicas. A combinação de desemprego em alta, salários estagnados e escassez de oportunidades sinaliza um período de instabilidade prolongada, com o setor privado priorizando a contenção de despesas em detrimento da expansão de quadros.
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