Membros-chave do OPEC+ planejam concluir até setembro a retomada do corte voluntário de 1,65 milhão de barris por dia, em três tranches mensais — ao menos no papel. Na prática, a maior parte dos países do cartel já não consegue produzir nem o que sua cota atual permite: a Arábia Saudita reportou ao secretariado em Viena que sua produção caiu para 6,3 milhões de barris por dia em abril, menor nível desde 1990, e o Kuwait está em cerca de um quarto do volume pré-guerra. A produção total do OPEC está aproximadamente 30% abaixo do patamar anterior à guerra do Irã, iniciada em 28 de fevereiro.
A Agência Internacional de Energia (IEA) estima que a oferta global de petróleo já perdeu 12,8 milhões de bpd desde o início do conflito, com perdas cumulativas dos produtores do Golfo passando de um bilhão de barris e os estoques caindo em ritmo recorde. O próprio OPEC reduziu sua projeção de crescimento da demanda em 2026 para 1,17 milhão de bpd, ante 1,38 milhão estimado anteriormente.
A próxima reunião do grupo está marcada para 7 de junho, para definir os volumes de julho. Os membros remanescentes já aprovaram um aumento modesto de 188 mil bpd para junho, com os Emirados Árabes Unidos tendo deixado formalmente o OPEC em 1º de maio.
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