Lula defende proibição de inteligência artificial em campanhas eleitorais
O presidente Lula elogiou as restrições do TSE ao uso de IA nas eleições e afirmou que não utilizará a tecnologia em sua própria campanha política.
Pontos principais
- Lula defendeu a proibição de conteúdos sintéticos gerados por IA durante o período eleitoral para evitar manipulações.
- O presidente classificou como 'maravilhosa' a decisão do TSE de restringir o uso da tecnologia nos dias que antecedem o pleito.
- O governo articula com aliados a criação de uma medida legislativa para vetar o emprego de IA na política.
- A norma atual do TSE veta o uso de IA sobre candidatos 72 horas antes e 24 horas depois da votação.
- Lula declarou que não aceitará o uso de ferramentas de IA em sua campanha, reforçando a importância da veracidade no debate.
- Apesar das críticas ao uso eleitoral, o presidente reconheceu a importância da IA em setores como saúde, educação e ciência.
- A declaração foi feita durante a entrega de unidades habitacionais do programa Minha Casa, Minha Vida na Bahia.
Durante eventos de entrega de unidades habitacionais do programa Minha Casa, Minha Vida na Bahia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reforçou seu apoio às diretrizes do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que restringem o uso de inteligência artificial nas eleições. Lula classificou como "maravilhosa" a iniciativa da Corte e declarou que não utilizará tais ferramentas em sua campanha, argumentando que a tecnologia facilita a disseminação de mentiras e deepfakes. Para o presidente, é necessário assegurar que o debate público seja pautado pela verdade e pelo contato direto entre candidatos e eleitores.
A posição do governo alinha-se às normas atuais do TSE, que já veda conteúdos sintéticos nas 72 horas que antecedem a votação e nas 24 horas posteriores. Além de apoiar as medidas do tribunal, o presidente defendeu que o Poder Legislativo avance na regulamentação da inteligência artificial no Brasil para mitigar riscos de desinformação. Contudo, Lula ressaltou que sua crítica é direcionada ao uso eleitoral, reconhecendo que a inteligência artificial possui um papel fundamental e positivo em áreas estratégicas como saúde, educação e ciência.
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