A instalação de estátuas em homenagem às 'mulheres de conforto' — vítimas de escravidão sexual pelo exército japonês durante a Segunda Guerra Mundial — em cidades estrangeiras tem provocado um novo desgaste nas relações diplomáticas entre Japão e Coreia do Sul. Enquanto grupos cívicos sul-coreanos buscam internacionalizar a memória das vítimas através de memoriais, o governo japonês atua ativamente para conter a iniciativa, pressionando autoridades locais na Alemanha e na Nova Zelândia para que removam ou impeçam a permanência dessas estruturas em espaços públicos. O tema é explorado por alas conservadoras do Partido Liberal Democrata japonês, que utilizam o desconforto diplomático para exigir uma revisão na política externa do país. A disputa reflete a dificuldade persistente em resolver traumas históricos, mantendo o assunto como um entrave constante na cooperação bilateral entre Tóquio e Seul.
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