Taxas de renda fixa sobem com pressão inflacionária e cenário externo
CDBs atingem 14,2% ao ano na XP em meio à alta dos juros futuros e expectativas de corte limitado na Selic.
Pontos principais
- CDBs prefixados na plataforma da XP alcançam rentabilidade de até 14,2% ao ano.
- Títulos atrelados ao IPCA oferecem retornos de até 8% acima da inflação.
- Curva de juros futuros no Brasil registra alta pressionada pela inflação de abril.
- Expectativa do mercado aponta para um corte de 25 pontos-base na taxa Selic.
- Valorização do petróleo Brent e alta dos Treasuries americanos pressionam os vencimentos longos.
O mercado de renda fixa no Brasil apresenta novas taxas nesta quarta-feira, refletindo um cenário de maior cautela diante da inflação doméstica e de incertezas no ambiente externo. Na plataforma da XP, investidores encontram CDBs com taxas prefixadas de até 14,2% ao ano e papéis atrelados ao IPCA com rentabilidade real de 8%. A elevação nos juros futuros é impulsionada pela persistência da inflação no setor de serviços e pela expectativa de um ciclo de corte de juros mais conservador, com a Selic projetada para uma redução de apenas 25 pontos-base. Esse movimento é agravado pelo cenário internacional, onde a alta dos Treasuries e a valorização do petróleo Brent pressionam os vencimentos de longo prazo, elevando o prêmio de risco exigido pelos investidores brasileiros.
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