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SoftBank tem lucro anual multiplicado por cinco com apostas em IA

O SoftBank registrou lucro anual de 5 trilhões de ienes, impulsionado pela valorização da OpenAI, embora a alta concentração do ativo gere alertas de crédito.

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Foto: ABC News US World
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13/05 às 06:02 · atualizado há 1m

Pontos principais

  • O lucro anual do SoftBank cresceu quase cinco vezes, atingindo 5 trilhões de ienes no último exercício fiscal.
  • A participação na OpenAI gerou ganhos de US$ 46 bilhões, com a startup avaliada em US$ 852 bilhões em rodada recente.
  • A exposição total do SoftBank à OpenAI pode ultrapassar a marca de US$ 60 bilhões.
  • A S&P Global Ratings revisou a perspectiva do grupo para negativa, citando riscos de concentração de ativos e liquidez.
  • Analistas de mercado questionam os riscos associados à dependência de um único ativo para o desempenho do Vision Fund.
  • O conglomerado tem vendido participações em empresas como T-Mobile e Nvidia para equilibrar o caixa e reduzir o endividamento.

O SoftBank Group encerrou seu ano fiscal com um desempenho financeiro robusto, reportando um lucro líquido de 5 trilhões de ienes, valor quase cinco vezes superior ao do período anterior. O resultado foi impulsionado majoritariamente pelo sucesso de aportes estratégicos no setor de inteligência artificial, destacando-se um ganho de US$ 46 bilhões proveniente de sua participação na OpenAI. Com a startup atingindo uma valuation de US$ 852 bilhões em rodada recente co-liderada pelo grupo, a exposição total do SoftBank à companhia pode ultrapassar a marca de US$ 60 bilhões, consolidando a posição do conglomerado como um dos principais investidores globais em venture capital.

Apesar do otimismo com os retornos, a S&P Global Ratings revisou a perspectiva de crédito do SoftBank para negativa, apontando preocupações com a alta concentração de ativos em poucas empresas e riscos de liquidez. Analistas de mercado reforçam o alerta, questionando a dependência de um único ativo para o desempenho do Vision Fund. Em resposta, o grupo tem adotado uma postura de gestão de risco mais conservadora, realizando a venda de participações em companhias consolidadas, como T-Mobile e Nvidia, para equilibrar seu caixa e mitigar o endividamento, buscando equilibrar o crescimento agressivo em novas tecnologias com a sustentabilidade financeira de sua estrutura de capital.

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