Uma investigação oficial conduzida por autoridades israelenses concluiu que o Hamas e facções palestinas utilizaram a violência sexual de forma sistemática e em larga escala durante os ataques de 7 de outubro de 2023. O relatório, que compreende 300 páginas e baseia-se em mais de 10 mil fotos, vídeos e 430 entrevistas com sobreviventes e testemunhas, descreve a prática como uma estratégia deliberada de guerra. O documento classifica as ações como crimes de guerra, crimes contra a humanidade e atos de genocídio, detalhando também abusos cometidos contra reféns mantidos em cativeiro. Em resposta, o Hamas continua a negar categoricamente qualquer envolvimento em episódios de violência sexual, mantendo uma postura de rejeição total às acusações apresentadas desde o início do conflito.
O cenário de violações de direitos humanos no conflito, que resultou em milhares de mortes e destruição massiva na Faixa de Gaza desde outubro de 2023, ganhou novas camadas de complexidade com denúncias cruzadas. Paralelamente às investigações sobre o Hamas, reportagens, incluindo uma do The New York Times, apontaram denúncias de violência sexual cometidas contra detidos palestinos por parte de forças israelenses. O caso permanece como um dos aspectos mais sensíveis e debatidos nas investigações internacionais sobre as violações ocorridas durante a guerra, com ambos os lados enfrentando escrutínio sobre a conduta de suas forças e grupos armados.
G1 Mundo • 12 mai, 16:44
Folha de São Paulo - Mundo • 12 mai, 14:50
BBC World • 12 mai, 13:58
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