O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, enfrenta uma crise de liderança após o Partido Trabalhista sofrer derrotas expressivas nas eleições locais, perdendo mais de 1.100 assentos. O resultado, o pior desempenho da legenda desde 1995, intensificou o descontentamento interno, com cerca de 30 a 40 parlamentares exigindo a renúncia do premiê. Apesar da pressão, Starmer declarou publicamente que não pretende abandonar o cargo, reafirmando que seu projeto de governo é de dez anos e que planeja liderar o partido nas próximas eleições gerais. A permanência do premiê permanece sob escrutínio, enquanto o governo busca estratégias para conter o desgaste político antes do discurso do Rei Charles III, previsto para a próxima quarta-feira.
Nos bastidores, a movimentação aponta para uma possível sucessão, com a ex-ministra Catherine West ameaçando liderar uma disputa caso o gabinete não tome medidas contra a atual gestão, somando-se ao desafio ventilado pelo parlamentar Wes Streeting. Para desencadear uma contestação formal de liderança, contudo, seriam necessários 81 votos de parlamentares trabalhistas, um patamar que os críticos ainda não alcançaram. Em resposta à instabilidade, ministros do gabinete, como Bridget Phillipson, mantêm apoio a Starmer e prometem a apresentação de uma nova direção política em breve.
Para tentar estabilizar sua administração, Starmer nomeou os veteranos Gordon Brown e Harriet Harman como conselheiros. O premiê prepara um discurso crucial para a segunda-feira, que servirá como uma tentativa de salvar seu mandato e acalmar as alas dissidentes do partido. O cenário coloca em xeque a continuidade da gestão, tornando o evento legislativo da próxima semana um teste decisivo para a sobrevivência política do primeiro-ministro.
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