O fechamento do Estreito de Ormuz, ocorrido em março, desestabilizou a cadeia de suprimentos de combustíveis do Brasil, forçando uma rápida reorientação das importações. Com a interrupção das rotas tradicionais do Oriente Médio, o país passou a depender majoritariamente da Rússia e dos Estados Unidos para suprir a demanda interna de diesel. Em abril, a participação russa no fornecimento do produto ao mercado brasileiro saltou para quase 90% do total importado.
Para evitar uma escalada nos preços ao consumidor final, o governo federal adotou uma estratégia de subsídios e desoneração de impostos federais, como o PIS/Cofins. Paralelamente, houve uma articulação com os estados para a redução do ICMS, medida que obteve adesão quase integral. Embora o custo dessas intervenções alcance a casa dos bilhões de reais, o governo tem utilizado a arrecadação extra proveniente dos royalties de petróleo para equilibrar as contas e manter a estabilidade do setor.
11 mai, 18:01
22 abr, 21:04
8 abr, 17:02
30 mar, 16:02
20 mar, 06:00
Carregando comentários...