Operação Caronte mira lavagem de R$ 10 mi do PCC em SP
Uma operação conjunta da Polícia Civil e do Ministério Público de São Paulo investiga um esquema de lavagem de R$ 10 milhões do PCC, utilizando empresas formais e cumprindo mandados em oito cidades.
Pontos principais
- A Operação Caronte investiga a lavagem de dinheiro do PCC por meio de empresas formais, como transporte e rodeios.
- Foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão em oito cidades de São Paulo.
- Eduardo Magrini, conhecido como "Diabo Loiro", é apontado como operador financeiro da facção e já havia sido preso em 2025.
- Magrini e seu filho, Mateus Magrini, são investigados por movimentar recursos ilícitos, inclusive no setor musical.
- Foram apreendidos caminhões, automóveis, dinheiro em espécie e animais, além do bloqueio de R$ 10 milhões em contas.
A Polícia Civil e o Ministério Público de São Paulo deflagraram a Operação Caronte para desarticular um esquema de lavagem de dinheiro do Primeiro Comando da Capital (PCC), estimado em R$ 10 milhões. A investigação aponta que a facção utilizava empresas formais, incluindo do setor de transporte e eventos de rodeio, para movimentar recursos provenientes do tráfico internacional de drogas. Foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão em oito cidades paulistas, resultando na apreensão de caminhões, automóveis, dinheiro em espécie e animais (bois e cavalos).
O principal alvo da operação é Eduardo Magrini, conhecido como "Diabo Loiro", apontado como o operador financeiro do PCC. Magrini, que se apresentava como influenciador digital e foi preso em outubro de 2025, possui histórico criminal por tráfico de drogas e uso de documentos falsos, e já havia sido detido em 2025 por suspeita de envolvimento em um plano para assassinar um promotor de Justiça. As investigações também se estendem a seu filho, Mateus Magrini, suspeito de envolvimento na movimentação de dinheiro ilícito no setor musical, indicando um núcleo familiar na estrutura de lavagem. Relatórios do Lab-LD e Coaf identificaram movimentações financeiras incompatíveis com a renda declarada dos investigados, e a Justiça autorizou o bloqueio de R$ 10 milhões em contas bancárias e a indisponibilidade de bens dos suspeitos.
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