Quatro mulheres e nove crianças australianas, ligadas a supostos combatentes do Estado Islâmico na Síria, retornarão ao país e enfrentarão acusações criminais.
O governo australiano anunciou que quatro mulheres e nove crianças, com ligações a supostos combatentes do Estado Islâmico na Síria, estão prestes a ser repatriadas. O ministro de assuntos internos, Tony Burke, confirmou na quarta-feira que o grupo de 13 pessoas é esperado na Austrália "muito em breve" e que as passagens de volta já foram reservadas. A polícia australiana planeja apresentar acusações criminais contra as quatro mulheres ao retornarem, conforme alertado pelo ministro Burke, relacionadas a atividades terroristas ou apoio a grupos terroristas.
A decisão marca uma mudança na postura do governo Albanese, que anteriormente havia se recusado a auxiliar o retorno dessas famílias, que passaram anos detidas em um campo na Síria. Autoridades em dois estados australianos estão se preparando para o reassentamento das crianças, que viveram sob o domínio do Estado Islâmico e em condições precárias nos campos. A maioria do grupo, exceto uma mãe e seu filho, será encaminhada para Melbourne.
As autoridades australianas estão investigando as atividades das mulheres durante sua estadia na Síria, e a repatriação de cidadãos com supostos laços com grupos terroristas é uma questão complexa para o país, levantando questões sobre segurança e o processo de reintegração. A polícia australiana está monitorando a situação dessas mulheres, e a questão do retorno de cidadãos envolvidos com grupos extremistas é um desafio para a segurança nacional, embora o governo australiano tenha uma política de não facilitar o retorno de indivíduos que se juntaram a grupos terroristas.
ABC News US World • 6 mai, 10:20
The Guardian World • 6 mai, 06:07
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