Os custos de empréstimos de longo prazo do governo britânico alcançaram o patamar mais alto em 26 anos, impulsionados por expectativas de aumento nas taxas de juros e instabilidade política.

Os custos de empréstimos de longo prazo do governo do Reino Unido atingiram o nível mais alto desde 1998, com o rendimento dos títulos de 30 anos subindo para 5,76% na terça-feira. Este aumento de 0,11 pontos percentuais em um único dia eleva o rendimento acima do pico de 27 anos registrado no outono passado, marcando um período de crescente pressão financeira para o país.
O principal fator por trás dessa elevação é a expectativa de que o Banco da Inglaterra (BoE) aumente as taxas de juros duas ou três vezes para combater a inflação. O aumento dos preços dos combustíveis também contribui para a inflação e, consequentemente, para a expectativa de taxas de juros mais altas. Além disso, preocupações com a estabilidade política do Reino Unido, incluindo as eleições locais, também influenciam a percepção de risco dos investidores. A alta nos custos de empréstimos pode ter implicações significativas para o governo, potencialmente reduzindo o espaço fiscal disponível para Rachel Reeves, a Chanceler do Tesouro, e limitando a capacidade de investimento e gastos públicos.
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