Especialistas expressam preocupação com a criminalização de críticas ao governo de Israel no Brasil, após condenação de líder partidário e tramitação de PL que equipara antissemitismo ao crime de racismo.

A criminalização de críticas ao governo de Israel tem gerado debate no Brasil, após a condenação do presidente do PSTU, José Maria de Almeida, a dois anos de prisão por racismo. A decisão judicial decorre de um discurso de Almeida contra o estado de Israel, denunciado pela Conib e Fisesp. Paralelamente, um Projeto de Lei (PL 1424/26) da deputada Tabata Amaral propõe equiparar o antissemitismo ao crime de racismo, com penas de 2 a 5 anos de reclusão.
Especialistas, como Bruno Huberman (PUC-SP) e Michel Gherman (UFRJ), expressam preocupação com a amplitude da definição de antissemitismo no PL, que poderia incluir manifestações contra o Estado de Israel e comparações com políticas nazistas. Eles alertam para o risco de restrição à liberdade de expressão e de uso da lei para silenciar críticas legítimas a Israel. O PSTU anunciou que recorrerá da condenação, argumentando que a decisão deturpa a distinção entre sionismo e judaísmo.
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