Grandes companhias elétricas brasileiras, como Axia (antiga Eletrobras) e Equatorial, estão intensificando o uso de inteligência artificial (IA) em suas operações e processos administrativos, resultando em ganhos anuais que alcançam centenas de milhões de reais. A Axia, por exemplo, utiliza IA para prever riscos climáticos e evitar interrupções no fornecimento de energia, além de otimizar funções administrativas, gerando um impacto positivo anual de R$100 milhões. A empresa também inaugurou uma "neocloud" e uma "fábrica de IA" no Rio de Janeiro, a primeira da América Latina, que pode ser acessada por terceiros.
Já a Equatorial aplica a IA na distribuição de energia para combater perdas comerciais e furtos, tendo identificado mais de 415 mil fraudes e gerado mais de R$185 milhões em benefícios financeiros. Apesar dos avanços significativos, especialistas da Falconi e da IEA indicam que o uso de IA no setor elétrico brasileiro ainda é considerado imaturo, com uma menor especialização dos profissionais da área em comparação com outros setores. Muitas empresas ainda não exploram o potencial máximo da tecnologia, necessitando de intervenção humana em processos que poderiam ser automatizados.
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