A população multirracial nos Estados Unidos registrou um crescimento expressivo, passando de 9 milhões em 2010 para 33,8 milhões em 2020, conforme dados do Censo dos EUA. No entanto, os sistemas de medição de dados existentes não conseguem acompanhar essa complexidade, resultando em análises distorcidas em setores cruciais como eleições, saúde pública e direitos civis. A forma como a raça é mensurada é fundamental, visto que a autoidentificação racial pode variar ao longo do tempo e em diferentes contextos, e a população multirracial não é um grupo homogêneo, abrangendo 57 combinações raciais distintas.
Essa lacuna entre a evolução da identidade racial e os métodos de coleta de dados gera desafios significativos. Profissionais como o psicólogo político Gregory Leslie apontam que as fronteiras raciais se tornaram mais fluidas, enquanto os dados ainda utilizam categorias estáticas. Essa disparidade pode levar a que milhões de pessoas sejam mal contadas e incompreendidas, afetando desde o tratamento de pacientes multirraciais em ambientes clínicos, que frequentemente sofrem má identificação e microagressões, até a forma como tribunais os categorizam.
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