Os resultados do primeiro trimestre de 2026 da ABB, com crescimento de 11% nas receitas e 24% nos pedidos, são vistos como um indicador de demanda positivo para a WEG (WEGE3), dada a semelhança de seus portfólios. A divisão de Eletrificação da ABB, impulsionada por data centers, registrou um aumento de 44% nos pedidos, enquanto a divisão Motion teve um crescimento de 7% na receita. Analistas do Bradesco BBI ressaltam a forte demanda por produtos de ciclo curto e a gestão da ABB aponta para uma demanda robusta, especialmente devido a investimentos em infraestrutura nos Estados Unidos.
Contudo, o cenário para a WEG não é isento de desafios. O Itaú BBA alerta que a valorização do Real pode impactar negativamente a receita da empresa, mitigando os efeitos positivos dos resultados da ABB. Além disso, o encarecimento de matérias-primas como prata e cobre pode gerar um efeito negativo temporário nas margens da WEG no primeiro trimestre de 2026, embora a expectativa seja de equilíbrio no segundo semestre. Há também cautela para o biênio 2026-2027 devido a entraves em projetos de energia no Brasil e um ritmo mais lento de retorno financeiro em transmissão na América do Norte.
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