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Elon Musk não comparece a convocação de promotores franceses sobre o X

Elon Musk não compareceu a uma oitiva voluntária em Paris sobre investigações do X, que incluem alegações de interferência política e pornografia infantil, refletindo tensões regulatórias com a Europa.

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Foto: NYTimes World
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20/04 às 03:01 · atualizado há 3m

Pontos principais

  • Elon Musk não compareceu a uma convocação voluntária de promotores franceses para depor sobre o X.
  • A ausência de Musk foi confirmada pelo Ministério Público à AFP, que afirmou que a falta de comparecimento não impede a continuidade das investigações.
  • A investigação em Paris apura suposta má conduta na plataforma, incluindo interferência política, extração fraudulenta de dados e divulgação de pornografia infantil e deepfakes sexuais.
  • O processo foi estendido para incluir o uso do assistente de IA Grok na geração de conteúdo sexualizado e negacionista.
  • O Departamento de Justiça dos EUA enviou uma carta à promotoria de Paris, considerando a investigação politicamente motivada e recusando cooperação.
  • A União Europeia também abriu uma investigação contra o X devido ao conteúdo gerado pelo Grok.
  • Outros funcionários do X, incluindo a ex-CEO Linda Yaccarino, também foram intimados como testemunhas.
  • O incidente destaca uma crescente tensão entre grandes empresas de tecnologia e reguladores europeus.

Elon Musk, proprietário da plataforma X, não compareceu na segunda-feira (20) a uma convocação voluntária de promotores franceses em Paris para depor em uma investigação sobre suposta má conduta na rede social. A ausência de Musk foi confirmada pela promotoria, que afirmou que a falta de comparecimento não impede a continuidade das investigações, apesar de a presença ser obrigatória. Este episódio reflete uma disputa mais ampla sobre a regulação tecnológica entre a empresa e a Europa, evidenciando um racha entre grandes empresas de tecnologia e reguladores europeus.

Inicialmente, a investigação, iniciada em janeiro de 2025, apurava o uso do algoritmo do X para interferir na política francesa e extração fraudulenta de dados. Posteriormente, o processo foi estendido para incluir supostos crimes como cumplicidade na divulgação de pornografia infantil e deepfakes sexuais, com alegações de que o assistente de IA Grok foi usado para gerar conteúdo sexualizado e negacionista. O Centro de Combate ao Ódio Online reportou a geração de milhões de imagens sexualizadas na plataforma em apenas 11 dias. A União Europeia também abriu uma investigação contra o X devido ao conteúdo gerado pelo Grok. Outros funcionários do X, incluindo a ex-CEO Linda Yaccarino, também foram intimados como testemunhas.

Em um desdobramento notável, o Departamento de Justiça dos EUA enviou uma carta à promotoria de Paris, considerando a investigação politicamente motivada e recusando cooperação. A França está entre os países europeus que buscam maior controle sobre as plataformas digitais. A investigação reflete uma crescente preocupação global com a moderação de conteúdo e o papel das plataformas digitais na disseminação de material ilegal, buscando responsabilizar as empresas por aquilo que é publicado em seus serviços. O X tem sido alvo de escrutínio regulatório em diversos países desde que Musk assumiu a plataforma em 2023.

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