O ex-jogador de basquete Oscar Schmidt, o "Mão Santa", faleceu aos 68 anos em Santana do Parnaíba após uma longa batalha contra um tumor cerebral, e o governo brasileiro decretou luto oficial de três dias.

O ex-jogador de basquete Oscar Schmidt, considerado o maior da história do esporte brasileiro e conhecido como "Mão Santa", faleceu aos 68 anos em Santana do Parnaíba, Grande São Paulo. A família confirmou o falecimento e informou que ele lutava contra um tumor cerebral há mais de 15 anos, tendo sido diagnosticado com a doença em 2011 e passado por diversas cirurgias e tratamentos. Ele passou mal em sua residência e chegou sem vida ao Hospital e Maternidade Municipal Santa Ana, após uma parada cardiorrespiratória. O velório e enterro serão restritos à família e amigos, conforme desejo de privacidade.
Em reconhecimento à sua importância, o governo brasileiro decretou luto oficial de três dias pela morte de Oscar Schmidt. O decreto foi assinado pelo vice-presidente Geraldo Alckmin, enquanto o presidente Lula estava em viagem internacional, mas lamentou a morte do ídolo do basquete brasileiro em suas redes sociais. Alckmin também lamentou a morte de Oscar, chamando-o de "lenda do basquete mundial" e um dos maiores atletas do Brasil, ressaltando que ele sempre defendeu o Brasil nas quadras e expressando pesar à família, amigos e fãs.
A notícia da morte gerou ampla repercussão, tanto no Brasil quanto na imprensa internacional, com jornais como Clarín, Associated Press, The Washington Post, Gazzetta dello Sport e ANSA noticiando o falecimento e destacando sua genialidade e o impacto global no basquete. No cenário nacional, a Confederação Brasileira de Basketball (CBB) e o Comitê Olímpico do Brasil (COB) lamentaram a perda, reconhecendo Oscar como um símbolo absoluto do esporte e um dos maiores ídolos mundiais. Clubes como Flamengo, Palmeiras e Corinthians, onde Oscar atuou, também prestaram homenagens. O COB destacou Oscar como recordista brasileiro em participações olímpicas no basquete, com cinco edições consecutivas, e o único atleta a ultrapassar a marca de 1 mil pontos na história dos Jogos Olímpicos.
Familiares também se manifestaram nas redes sociais, prestando homenagens e destacando o legado de Oscar. Tadeu Schmidt o descreveu como sua maior referência e exemplo de dedicação. Felipe Schmidt prometeu honrar o ensinamento do pai e ser "10% do homem que ele foi", enquanto Bruno Schmidt agradeceu ao tio, o 'Mão Santa', pelas memórias e por ser uma grande referência. Essas manifestações reforçam o impacto pessoal e profissional de Oscar Schmidt.
Oscar Schmidt é o maior cestinha da história dos Jogos Olímpicos, acumulando 49.737 pontos em sua carreira, e integra o Hall da Fama da Federação Internacional de Basquete (FIBA) e da NBA, apesar de nunca ter atuado oficialmente na liga americana. Em 2013, foi eternizado no Hall da Fama do basquete em Springfield, Massachusetts. Ele também foi medalhista de ouro no Pan-Americano de Indianápolis-1987 e conquistou três títulos sul-americanos com a seleção, além de ter jogado por clubes como Palmeiras, Corinthians, Flamengo e Clube Sírio, e times na Espanha e Itália. Após a aposentadoria em 2003, Oscar atuou como palestrante e teve uma incursão na política no final dos anos 1990, sendo Secretário Municipal de Esportes, Lazer e Recreação de São Paulo entre 1997 e 1998.
9 abr, 13:07
9 abr, 00:02
21 mar, 11:02
24 fev, 18:04
8 fev, 14:02