O Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu o julgamento que definirá a obrigatoriedade de informar suspeitos sobre o direito ao silêncio em abordagens policiais, após pedido de vista do ministro Alexandre de Moraes.

O Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu o julgamento que decidirá se suspeitos devem ser informados sobre o direito ao silêncio durante abordagens policiais. A interrupção ocorreu após um pedido de vista do ministro Alexandre de Moraes, que justificou a medida alertando para o possível impacto da decisão na segurança pública e na anulação de investigações. Não há previsão para a retomada da análise do caso.
A discussão central envolve a aplicação do direito constitucional à não autoincriminação em situações de inquirição informal. O relator, ministro Edson Fachin, votou pela extensão do direito ao silêncio a abordagens policiais, com o objetivo de evitar confissões informais. Os ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin e Nunes Marques acompanharam o voto de Fachin. Em contrapartida, o ministro André Mendonça divergiu, argumentando que a polícia não teria a obrigação de alertar sobre os direitos do suspeito.
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