Um estudo da Fiocruz e da Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres revelou que a infecção por dengue eleva significativamente o risco de desenvolver a Síndrome de Guillain-Barré, especialmente nas semanas seguintes à infecção.

Um estudo recente, publicado na New England of Medicine, destacou uma ligação preocupante entre a dengue e a Síndrome de Guillain-Barré (SGB). A pesquisa, realizada por cientistas da Fiocruz Bahia e da Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres, aponta que indivíduos infectados pelo vírus da dengue apresentam um risco até 30 vezes maior de desenvolver SGB nas duas primeiras semanas após a infecção, e 17 vezes maior nas seis semanas seguintes. Embora a incidência seja de 36 casos de SGB para cada milhão de casos de dengue, a recorrência de epidemias no Brasil torna essa complicação uma preocupação significativa para a saúde pública.
Diante desses achados, os pesquisadores enfatizam a necessidade de que gestores de saúde pública incorporem a SGB como uma complicação pós-dengue nos protocolos de vigilância. O diagnóstico precoce e o tratamento adequado, que pode incluir imunoglobulina ou plasmaférese, são cruciais para evitar a progressão da doença, que pode levar à paralisia e à necessidade de suporte ventilatório. A prevenção da dengue, por meio do controle do mosquito Aedes aegypti e da vacinação, é a estratégia mais eficaz para mitigar tanto a infecção quanto suas complicações neurológicas graves, como a SGB.
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