Estudo alerta para relação da dengue com a Síndrome de Guillain-Barré
Um estudo da Fiocruz e da Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres revela que pessoas infectadas com dengue têm um risco significativamente maior de desenvolver a Síndrome de Guillain-Barré, especialmente nas semanas seguintes à infecção, exigindo atenção dos gestores de saúde pública.
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16/04 às 15:05
Pontos principais
- Infectados por dengue têm risco 17 vezes maior de desenvolver Síndrome de Guillain-Barré (SGB) nas seis semanas pós-infecção, e 30 vezes maior nas duas primeiras semanas.
- O estudo, publicado na New England of Medicine, foi realizado por pesquisadores da Fiocruz Bahia e da Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres.
- Para cada 1 milhão de casos de dengue, 36 pessoas podem desenvolver SGB, um número pequeno, mas relevante devido às epidemias recorrentes no Brasil.
- Gestores de saúde pública devem incorporar a SGB como complicação pós-dengue nos protocolos de vigilância e preparar sistemas de saúde para identificar e tratar precocemente.
- O diagnóstico precoce e o tratamento (imunoglobulina ou plasmaférese) são cruciais para a SGB, que pode causar paralisia e necessitar de suporte ventilatório.
- A prevenção da dengue, através do combate ao Aedes aegypti e vacinação, é a medida mais eficaz para evitar a infecção e suas complicações graves, como a SGB.
- A relação entre arboviroses e complicações neurológicas já foi observada com o vírus Zika, que também causou aumento de casos de SGB.
Mencionado nesta matéria
Organizações
Fundação Oswaldo Cruz Bahia (Fiocruz)Escola de Higiene e Medicina Tropical de LondresNew England of MedicineSistema Único de Saúde (SUS)Agência Brasil
Lugares
BrasilLondres
