Estudo indica que o aquecimento global aumenta o risco de chikungunya na Europa, com o vírus se espalhando em temperaturas mais baixas e mosquitos vetores expandindo seu alcance para 29 novos países.
O aquecimento global está elevando significativamente o risco de surtos de chikungunya na Europa, conforme estudos recentes. A pesquisa aponta que o vírus, transmitido por mosquitos, pode se espalhar em temperaturas mais baixas do que se imaginava, entre 13 e 14 graus Celsius, e que a temperatura mínima para infecção é de 2,5°C. Este cenário, combinado com a expansão do mosquito-tigre asiático (Aedes Albopictus) para o norte do continente, cria condições propícias para a ocorrência de surtos locais em mais áreas e por períodos mais longos.
O mosquito-tigre asiático, vetor da doença, já está estabelecido em regiões mais quentes da Europa e foi associado a surtos recordes na França e Itália em 2025. O aquecimento europeu, que ocorre ao dobro da média global, torna a região vulnerável, com a previsão de que 29 novos países, incluindo Albânia, Grécia, Itália, Malta, Espanha e Portugal, enfrentem maior risco de epidemias. A Dra. Diana Rojas Alvarez da OMS enfatiza a necessidade de controle dos mosquitos, eliminação de água parada e o uso de repelentes e roupas protetoras.