Dois réus foram condenados pelo assassinato de Mãe Bernadete, líder quilombola e ialorixá, em um julgamento realizado em Salvador, quase três anos após o crime. Arielson da Conceição Santos, apontado como executor, recebeu uma pena de 29 anos e nove meses de prisão. Marílio dos Santos, considerado mandante e atualmente foragido, foi condenado a 40 anos, cinco meses e 22 dias de prisão. Ambos foram sentenciados por homicídio qualificado, incluindo agravantes como motivo torpe, meio cruel e impossibilidade de defesa da vítima, além do uso de arma restrita.
Mãe Bernadete foi assassinada com 25 tiros em 2023, no Quilombo Pitanga dos Palmares, em Simões Filho. Ela era uma importante liderança na defesa do território quilombola e dos direitos humanos, e estava incluída no Programa de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos. A Anistia Internacional celebrou as condenações, mas enfatizou a necessidade de responsabilizar todos os envolvidos, incluindo outros três acusados que ainda aguardam julgamento. O julgamento foi transferido para Salvador para garantir a imparcialidade, dada a grande repercussão do caso.
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