O Brasil registrou um recorde de 2.466 empresas em recuperação judicial em 2025, um aumento de 13% em relação a 2024, impulsionado pelo agronegócio e crédito seletivo.
O Brasil registrou um número recorde de 2.466 empresas em recuperação judicial em 2025, representando um aumento de 12,9% em comparação com 2024 e o maior patamar desde 2012. Este cenário reflete um ambiente econômico desafiador, caracterizado por crédito seletivo, juros elevados, pressão sobre o caixa das empresas e alta inadimplência. O setor agropecuário foi o principal motor desse crescimento, respondendo por 30,1% dos casos, com 743 empresas buscando a recuperação judicial, superando os setores de serviços (30%), comércio (21,7%) e indústria (18,2%).
Segundo dados da Serasa Experian, a economista Camila Abdelmalack explica que a elevação na agropecuária pode ser explicada por fatores como riscos climáticos e biológicos, além de choques nos preços de commodities e insumos dolarizados. O ciclo financeiro mais longo da safra-entressafra no agronegócio também amplifica a volatilidade de receita e caixa. Enquanto os pedidos de recuperação judicial aumentaram 5,5% em 2025, as falências apresentaram uma queda de 19% no mesmo período, totalizando 698 casos. Isso sugere que as empresas estão optando mais pela recuperação judicial como uma alternativa para reestruturar suas dívidas e preservar operações e empregos, com o pedido de falência sendo menos utilizado como instrumento de cobrança.
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