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Reconhecimento facial em estádios amplia público e segurança

A biometria facial se tornou obrigatória em estádios brasileiros com capacidade superior a 20 mil pessoas, aumentando a segurança e o público, mas levantando preocupações sobre privacidade.

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Foto: Agência Brasil - EBC
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03/04 às 10:02

Pontos principais

  • A Lei Geral do Esporte de 2023 tornou obrigatório o acesso por biometria facial em estádios com mais de 20 mil lugares.
  • A tecnologia, implementada pela Bepass, acelerou a entrada e elevou o número de sócios-torcedores em clubes como o Palmeiras.
  • O sistema está conectado ao Banco Nacional de Mandados de Prisão, auxiliando na identificação de foragidos da justiça.
  • Críticos alertam para riscos de privacidade, vulnerabilidade de crianças e racismo algorítmico.
  • A Bepass afirma que o sistema armazena dados de forma vetorizada e possui baixa taxa de falso positivo.

A biometria facial tornou-se um requisito para o acesso a estádios brasileiros com capacidade para mais de 20 mil pessoas, conforme a Lei Geral do Esporte de 2023. A implementação da tecnologia, como a da Bepass no Allianz Parque, tem sido associada ao aumento da velocidade de entrada, à elevação do número de sócios-torcedores e à maior presença de famílias nos eventos esportivos. Além disso, o sistema está conectado ao Banco Nacional de Mandados de Prisão, facilitando a identificação de foragidos da justiça.

No entanto, a adoção do reconhecimento facial gera debates sobre privacidade e segurança de dados. Organizações como o CESeC, em seu relatório "Esporte, Dados e Direitos", alertam para possíveis riscos à privacidade, vulnerabilização de crianças e a ocorrência de racismo algorítmico, citando casos de identificações equivocadas. Em resposta, a Bepass defende que os dados são armazenados de forma vetorizada e que a taxa de falso positivo do sistema é considerada extremamente baixa.

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