O Irã está recrutando crianças, algumas armadas, para trabalhos de segurança em meio à guerra, levantando preocupações sobre violações de direitos humanos e crimes de guerra.
Testemunhas e relatos à imprensa indicam que o Irã está recrutando crianças, algumas armadas, para trabalhos de segurança em meio à guerra. A revelação veio à tona após a morte de um menino de 11 anos em um ataque aéreo em Teerã, cuja mãe afirmou que ele e o pai auxiliavam a milícia Basij em patrulhas e postos de controle. Um integrante da Guarda Revolucionária Islâmica confirmou um novo programa de recrutamento para "voluntários" a partir dos 12 anos.
Organizações de direitos humanos, como a Human Rights Watch, classificam o uso de crianças menores de 15 anos em funções militares como crime de guerra. Especialistas apontam que o recrutamento de crianças pode indicar o desespero do regime iraniano e sua impopularidade, dificultando o recrutamento de adultos. O bloqueio de internet no Irã dificulta a obtenção de informações, mas relatos de cidadãos à BBC confirmam a presença de adolescentes em postos de controle.
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