Daily Journal
Daily Journal

Governo espanhol condena cânticos islamofóbicos e polícia abre investigação

O governo da Espanha classificou como vergonhosos os cânticos islamofóbicos da torcida espanhola em jogo contra o Egito, levando a polícia a abrir uma investigação.

Daily Journal
Foto: G1 Mundo
||
31/03 às 21:01 · atualizado 01/04 às 07:01

Pontos principais

  • Torcedores da Espanha proferiram cânticos islamofóbicos durante o jogo contra o Egito, incluindo a frase “Quem não pular é muçulmano”.
  • O governo da Espanha considerou os cânticos vergonhosos, e a polícia da Catalunha abriu investigação sobre o ocorrido.
  • O ministro da Justiça espanhol, Félix Bolaños, condenou os insultos e cânticos racistas.
  • Lamine Yamal, jogador muçulmano da seleção espanhola, estava em campo e foi alvo indireto da islamofobia.
  • O árbitro búlgaro Georgi Kabakov não acionou o protocolo antidiscriminação da FIFA.
  • O sistema de som do estádio e a Real Federação Espanhola de Futebol (RFEF) pediram o fim dos cânticos.

Durante a partida entre as seleções da Espanha e do Egito, torcedores espanhóis entoaram cânticos islamofóbicos, incluindo a frase “Quem não pular é muçulmano”. A manifestação ocorreu após o hino do Egito ser vaiado, e teve como alvo indireto o jogador Lamine Yamal, de 19 anos, que é muçulmano e estava em campo pela seleção espanhola. Yamal, filho de pai marroquino, é conhecido por praticar o Ramadã.

O governo da Espanha classificou o episódio como vergonhoso, e a polícia da Catalunha abriu uma investigação sobre os cânticos “islamofóbicos e xenófobos”. O ministro da Justiça espanhol, Félix Bolaños, condenou os insultos e cânticos racistas. Apesar dos incidentes, o árbitro búlgaro Georgi Kabakov não acionou o protocolo antidiscriminação da FIFA. Tanto o sistema de som do estádio quanto a Real Federação Espanhola de Futebol (RFEF) intervieram, solicitando o fim dos cânticos.

Comentários

Carregando comentários...