A Rússia tem intensificado o isolamento de sua internet, bloqueando redes sociais como WhatsApp, Instagram e Facebook, e combatendo o uso de VPNs. O Telegram, principal meio de comunicação no país com aproximadamente 100 milhões de usuários, enfrenta bloqueios contínuos e a ameaça de ser completamente desligado, gerando raras reações públicas e descontentamento. Apagões digitais são constantes em cidades como Moscou e São Petersburgo, e sites considerados "pouco confiáveis" são proibidos, levando a população a buscar alternativas analógicas como walkie-talkies e telefones fixos.
O ministro da Digitalização, Maksut Shadayev, afirmou que as medidas visam "restringir o acesso a plataformas estrangeiras" que não respeitam a legislação russa. As restrições à internet móvel, justificadas pelo Kremlin para combater drones ucranianos, têm causado descontentamento e críticas, inclusive de figuras alinhadas ao governo, como o governador de Belgorod. Tentativas de manifestações contra o bloqueio do Telegram foram negadas, e protestos resultaram em prisões.
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