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Rússia bloqueia WhatsApp e promove aplicativo estatal MAX sem criptografia

A Rússia bloqueou totalmente o WhatsApp por recusa em cumprir a lei local, direcionando usuários ao aplicativo estatal MAX, que críticos apontam como ferramenta de vigilância.

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Foto: G1 Mundo
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12/02 às 07:01 · atualizado há 5m

Pontos principais

  • O Kremlin confirmou o bloqueio total do WhatsApp na Rússia, alegando que a plataforma se recusou a cumprir a legislação local.
  • A medida se estende a Facebook e Instagram, classificados como "extremistas", e visa promover o aplicativo estatal Max, sem criptografia.
  • Dmitry Peskov, porta-voz do Kremlin, sugeriu o uso do MAX, enquanto críticos afirmam que o aplicativo é uma ferramenta de vigilância.
  • O bloqueio do WhatsApp impede o acesso direto, exigindo o uso de VPNs, e se insere em uma iniciativa russa de controlar a infraestrutura de comunicações.
  • Pavel Durov, cofundador do Telegram, criticou a ação russa, defendendo a liberdade de expressão e privacidade.

A Rússia confirmou o bloqueio total do WhatsApp em seu território, alegando que a plataforma se recusou a cumprir a legislação local. Essa ação, que também afeta Facebook e Instagram (já classificados como "extremistas" no país), visa isolar mais de 100 milhões de usuários e direcioná-los para o aplicativo estatal 'Max', que não oferece criptografia de ponta a ponta. O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, sugeriu que os russos utilizem o MAX, embora críticos apontem o aplicativo como uma potencial ferramenta de vigilância, o que as autoridades negam. O WhatsApp, por sua vez, criticou a medida, afirmando que ela compromete a segurança e a comunicação privada dos usuários.

Essa tentativa de bloqueio se insere em um contexto de crescentes restrições a plataformas de comunicação na Rússia, parte de uma iniciativa mais ampla para controlar a infraestrutura de comunicações e submeter empresas estrangeiras às leis locais. O bloqueio do WhatsApp impede o acesso direto, exigindo o uso de VPNs para contornar a restrição. Pavel Durov, cofundador do Telegram, criticou a ação russa, comparando-a à tentativa falha do Irã de restringir sua plataforma e defendendo a liberdade de expressão e privacidade. Autoridades russas também bloqueiam outras plataformas como Snapchat e YouTube, reforçando o controle sobre o ambiente digital do país.

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