O Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro, foi arrematado pela empresa espanhola Aena por R$ 2,9 bilhões em um leilão realizado pelo Ministério de Portos e Aeroportos e pela Anac na sede da B3. O valor representa um ágio de 210,88% sobre o lance mínimo. A Aena superou concorrentes como a Zurich Airport e a RIOgaleão, consolidando sua presença no mercado aeroportuário brasileiro, onde já administra aeroportos como Congonhas, Recife e Maceió. A vitória no leilão de repactuação do Galeão valida o modelo de venda assistida e a confiança do mercado nas novas regras de concessão, como a troca da outorga fixa pela contribuição variável, e as mudanças contratuais que tornaram o projeto atrativo. Com a aquisição, a Aena assumirá o controle total do Galeão, marcando a saída da Infraero da gestão do terminal, o que simplifica a governança e centraliza a gestão na concessionária privada. A concessionária vencedora também se comprometeu a pagar à União uma contribuição variável anual de 20% do faturamento bruto até 2039. Analistas apontam que o principal desafio da Aena será reposicionar o Galeão como um hub internacional competitivo.
Após o sucesso do leilão do Galeão, o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, anunciou que o leilão do Aeroporto de Brasília é prioridade para 2026, com expectativa de ocorrer em novembro. O ministro considera o leilão do Galeão um sucesso, indicando o Brasil como um bom destino para investimentos internacionais. O governo também planeja discutir a concessão do Aeroporto Santos Dumont, atualmente gerido pela Infraero, e o papel institucional da Infraero, sugerindo foco na aviação regional. Há expectativa de que o leilão do terminal de contêineres Tecon 10, no Porto de Santos, ocorra ainda em 2026, entre outubro e dezembro.
Agência Brasil - EBC • 30 mar, 19:24
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