O Aeroporto Internacional do Galeão foi arrematado pela empresa espanhola Aena por R$ 2,9 bilhões, com ágio de 210,88%, que planeja coordenar operações com Congonhas e enfrentar o desafio de torná-lo um hub internacional competitivo.
O Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro, foi arrematado pela empresa espanhola Aena por R$ 2,9 bilhões em um leilão realizado pelo Ministério de Portos e Aeroportos e pela Anac na sede da B3. O valor representa um ágio de 210,88% sobre o lance mínimo, destacando o interesse no ativo. A Aena superou concorrentes como a Zurich Airport e a RIOgaleão, consolidando sua presença no mercado aeroportuário brasileiro, onde já administra aeroportos como Congonhas, Recife e Maceió. A vitória no leilão de repactuação do Galeão valida o modelo de venda assistida e a confiança do mercado nas novas regras de concessão, como a troca da outorga fixa pela contribuição variável, e as mudanças contratuais que tornaram o projeto atrativo.
Com a aquisição, a Aena assumirá o controle total do Galeão, marcando a saída da Infraero da gestão do terminal, o que simplifica a governança e centraliza a gestão na concessionária privada. A concessionária vencedora também se comprometeu a pagar à União uma contribuição variável anual de 20% do faturamento bruto até 2039. A Aena, através de seu presidente Santiago Yus, anunciou que a vitória no leilão permitirá a coordenação com o Aeroporto de Congonhas, visando oferecer condições especiais aos clientes e gerar sinergias operacionais e comerciais. Analistas, no entanto, destacam que o principal desafio da Aena será reposicionar o Galeão como um hub internacional competitivo, diferente dos terminais domésticos que já opera, apesar de não prever novos investimentos imediatos. Em 2025, o Galeão movimentou cerca de 18 milhões de passageiros, representando 13% do tráfego aéreo nacional, o que sublinha a importância estratégica do aeroporto para o setor.
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