Rodadas secundárias de startups ganham apoio de CEOs no Brasil
Executivos de startups brasileiras defendem as rodadas secundárias como benéficas para empresas e fundadores, desmistificando o estigma de perda de empenho e promovendo alinhamento de longo prazo.
Pontos principais
- Rodadas secundárias, onde fundadores vendem parte de suas ações, ainda enfrentam estigma no Brasil.
- Marcelo Lombardo (Omie) e Pedro MacDowell (QI Tech) defendem que a venda secundária reduz riscos para fundadores e mantém a coragem para decisões de crescimento.
- A Omie realizou uma rodada secundária de US$ 100 milhões em 2025, liderada pelo fundo suíço Partners Group.
- Estudo da Spectra indica que, em 82% dos casos, a venda secundária representa menos de 10% da participação do fundador.
- A distribuição de stock options e a comunicação sobre o valor das ações são estratégias para motivar e reter talentos.
Executivos de startups brasileiras, como Marcelo Lombardo da Omie e Pedro MacDowell da QI Tech, estão defendendo as rodadas secundárias como um mecanismo benéfico para as empresas e seus fundadores. Apesar do estigma associado à venda de ações por fundadores, eles argumentam que essa prática permite a redução de riscos e a manutenção do foco no crescimento de longo prazo, sem comprometer o engajamento. A Omie, por exemplo, realizou uma rodada secundária de US$ 100 milhões em 2025, com a liderança do fundo suíço Partners Group.
Um estudo da Spectra corrobora essa visão, mostrando que, na maioria dos casos (82%), a venda secundária representa menos de 10% da participação do fundador, garantindo o alinhamento com as metas da empresa. Os executivos enfatizam que o objetivo principal deve ser construir uma empresa que gere valor para o cliente e um negócio duradouro, e não apenas focar no 'exit'. Estratégias como a distribuição de stock options e a comunicação transparente sobre o valor das ações são usadas para motivar e reter talentos, reforçando o compromisso com o jogo de longo prazo.
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